Os Passos da Morte

O título é mórbido, confesso, mas não posso furtar-me a comentar a única certeza de todos nós: A morte.

A menção desta palavra já nos dá uma sensação estranha. Mas sabemos que num cenário em que a sobrevivência esteja no topo das prioridades, fatalmente a morte estará presente e poderá ser, até certo ponto, comum.

Antigamente, devido às condições mais insalubres como doenças, falta de alimento e higiene, as pessoas morriam muito mais facilmente. Uma pessoa era considerada velha com 40 e poucos anos de idade. Chegar aos 60 ou 80 era fantástico! Com a evolução da humanidade e melhoria das condições, nossa expectativa de vida sofreu um substancial acréscimo. Lidar com a morte fazia parte do dia a dia das pessoas. Mães morriam no parto, bebês e crianças morriam de doenças e jovens diagnosticados com tuberculose eram tratados como doentes terminais.

Durante o período da Peste Negra, os cadáveres amontoavam-se nas ruas e cuidar deles era o trabalho mais degradante na sociedade da época. Morte rondou por toda a Europa e Ásia, dizimando 1/3 da população mundial.

Em uma situação em que os serviços públicos de saúde e saneamento não estejam mais operando, a morte sombreará nossos passos e morrer será muito mais fácil, seja por doenças ou pela violência. Acostume-se a esta idéia.

Abaixo resolvi fazer um resumo sobre como a morte avança em nossos corpos. Qual a serventia disso se para a morte não há reversão? Não sei ao certo. Talvez para orientar a quanto tempo um cadáver está em um local, ou pela simples curiosidade.

O primeiro minuto – O sistema nervoso não libera mais neurotransmissores que contraem os músculos e o cadáver fica completamente flácido no chão.

Cinco minutos – O corpo não responde mais aos estímulos externos. Não há mais batimentos cardíacos ou respiração.

Uma hora – O sangue do corpo começa a coagular. A pele começa a ficar azulada.

Duas horas – O corpo começa a esfriar 1 grau por hora até entrar em equilíbrio com o ambiente.

Três horas – O corpo fica rígido. Quanto mais massa muscular o indivíduo tiver, mais demora para enrijecer.

Entre cinco e oito horas – O sangue sai dos vasos mais finos e impregna os tecidos vizinhos.

Oito horas – Devido ao processo de enrijecimento, os dedos podem fechar-se e os joelhos dobrarem-se.

Doze horas – Os olhos ficam fundos e os lábios escuros. A água do corpo começa a evaporar, logo a pele se retrai e cabelos e unhas parecem ter crescido, mas não é verdade.

Vinte e quatro horas – Ocorre perda de massa do cadáver devido à evaporação da água. Se o óbito ocorreu em um local seco como um deserto, o corpo poderá ficar com o aspecto das múmias – seco.

Dois dias – O corpo incha por conta das bactérias existentes no próprio indivíduo. Aumenta o mau cheiro. Um líquido vermelho pode vazar pelas narinas e boca por conta do rompimento dos alvéolos pulmonares.

Três dias – O corpo começa a ficar flácido novamente por conta das decomposição dos tecidos musculares.

Mais de sete dias – Se estivermos em um local com muita umidade e temperatura alta, a gordura do corpo reage com os minerais do solo e o cadáver fica escorregadio como sabão. O corpo começa a degradar-se até ficar somente com os ossos. Este últimos podem demorar até 70 anos para decomporem-se.

Ok…se não tiver nenhum like no post eu entendo…ninguém deve gostar da morte, mas deve existir um bocado de curiosidade sobre ela, afinal, ninguém nunca voltou para contar como foi!

Anúncios

Uma consideração sobre “Os Passos da Morte”

Escreva algo!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s